quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Pequi é a ‘carne’ para muitas famílias na cidade



O A Comarca, apurou em janeiro que na cidade e na zona rural do município de Coração de Jesus, a fome é constante na vida de muitas famílias. E o pequi fruto do mato estaria sendo utilizado como ‘carne’ em muitas casas como comprovou levantamentos feitos. No bairro Alterosa, dona Geralda Almeida, 68 anos, revelou ‘roer’ pequi todos os dias. A idosa disse que utiliza o fruto em casa para substituir a carne no almoço e na janta. ‘Eu vivo com dois filhos e oito netos, e em nossa casa comemos pequi. O meu pai tem uma pequena propriedade em Brejinho, perto do Mocambo, e sempre vou passear. Eu tenho problemas na minha arcada dentária faltando alguns dentes. O pequi por ser fácil de ser ‘roído’ é delicioso e comemos praticamente todos os dias’. Dona Geralda Almeida mora no bairro há vinte dois anos, e diz que até nas matas nas imediações do bairro o pequi é muito encontrado. As maiores preocupações são para o corte como os ocorridos no bairro Renovação onde árvores do fruto foram devastadas pelo desmatamento. 



Ação de empresas de extração de eucalíptos afeta pequizeiros  



A monocultura da plantação do eucalíptos ameaça o pequi na região. Em levantamentos o A Comarca apurou que a atuação de empresas do setor no município tem causado a derrubada de milhares de árvores do fruto. Em Lagoa dos Patos, ambientalistas locais acusaram empresas do setor de destruir árvores. E segundo informações área de mata ciliar, distante a cerca de 34 km, da sede da comarca, teria sido devastada sem seguir critérios especificados em autorização de desmate. Os pequizeiros e outras árvores de proteção ambiental teriam sido destruídos pelos proprietários da área. O medo de moradores das imediações é para a derrubada de árvores fora do critério de dezesseis por hequitáire. Um morador das imediações disse que antes da derrubada e retirada de toda a vegetação para plantação de eucalíptos eram encontrados pés de pequizeiros no local. O mesmo ainda revelou que ás arvores do fruto deixadas pela empresa foram apenas as menores em número muito pequeno.

Nenhum comentário:

Postar um comentário