Ex-prefeito Antônio Cordeiro pode estar envolvido com quadrilha que desviou mais de R$400 milhões da União
A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal,
Controladoria-Geral da União e Receita Federal do Brasil, deflagrou na manhã
desta segunda-feira, a Operação Esopo para prender acusados de desvio de
recursos públicos a partir de fraudes em processos licitatórios. Foram
expedidos pela Justiça 25 mandados de prisão temporária e 12 mandados de
condução coercitiva. Além disso, mais 44 mandados de busca e apreensão e,
também, 20 mandados de sequestro de valores, bens móveis e imóveis. De acordo coma Polícia
Federal, a organização criminosa, formada por uma Oscip (Organização da
Sociedade Civil de Interesse Público), empresas, pessoas físicas e servidores
públicos de alto escalão, além de agentes políticos, fraudava processos
licitatórios, direcionando as contratações de atividades diversas à Oscip junto
a prefeituras municipais, Governos Estaduais e Ministérios do Governo Federal. Os fraudadores agiam a
partir da assinatura do contrato, superfaturando os valores dos serviços
prestados. Segundo a investigação da Polícia Federal, eram feitos repasses
milionários às empresas integrantes da Oscip. As investigações da Polícia
Federal demonstraram que, apenas nos últimos cinco anos, a Oscip recebeu
valores superiores a R$ 400 milhões das adminsitrações públicas federal,
estadual e municipal de 10 estados e no Distrito Federal. A suspeita seria de o ex-prefeito Antônio Cordeiro fez parte do bando que está sendo considerado um dos maiores esquemas de corrupção já descobertos no Brasil. Mandados
Além das prisões, estão sendo cumpridos mandados de
busca e apreensão na Oscip, em empresas pertencentes ao esquema criminoso, e
nas sedes de prefeituras mineiras: Araçuaí, Coração de Jesus, Januária, São
Francisco,, São João da Ponte,, Taiobeiras e Três Corações.
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